sábado, 22 de maio de 2010


Seguia pela rua de sempre, cantarolando baixinho a sua melodia preferida.

- Ah.. Olá! Há tanto tempo que não te via. Está tudo a correr bem?
-Sim, e contigo?
-Também.- [Silêncio.]
-Bem, então adeus!
- Adeus!



Num outro dia qualquer, mudou de melodia e fez um caminho parecido...
- Olá!
- Olá! Estás bom?
- Sim, e tu?
- Também! - [Silêncio.]
- Então adeus.
- Adeus.

Dias depois . . .
-Olá.
-Olá, tá tudo?
-Sim.
Seguiu em frente, mas desta vez sem qualquer melodia a sair-lhe por entre os dentes.



As palavras congelaram.
As conversas que antes eram tudo, tornaram-se em nada.
As palavras desaparecem das bocas.
Não há som.
O que há é apenas um silêncio embaraçante, um total congelar.
As melodias acabaram.
As conversas, essas, são agora sempre as mesmas.


Tenho pena que assim seja.

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Devaneios